... doutorado começando essa semana.
só pelas breves pesquisas que fiz já vi que vai ser pauleira.
agora me conta, pq essa onda de congressos na África do Sul e na Turquia?
assim meu bolso sem bolsa não dá conta.
sei que vou entrar em surto/estafa muito em breve e o primeiro que sofre é o blog.
mas fazer o que, vou viver a vida lá fora que é o melhor que eu faço
2800
O Fantástico Mundo
segunda-feira, 5 de março de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
^_^
Fever
Elvis Presley
Never know how much I love you
Never know how much I care
When you put your arms around me
I get a fever that's so hard to bear
You give me fever when you kiss me
Fever when you hold me tight
Fever in the morning
Fever all through the night.
Sun lights up the daytime
Moon lights up the night
I light up when you call my name
And you know I'm gonna treat you right
You give me fever when you kiss me
Fever when you hold me tight
Fever in the morning
Fever all through the night
Ev'rybody's got the fever
that is something you all know
Fever isn't such a new thing
Fever started long ago
Romeo loved Juliet
Juliet she felt the same
When he put his arms around her
He said 'Julie, baby, you're my flame
Thou giv-est fever when we kisseth
Fever with the flaming youth
Fever I'm on fire
Fever yea I burn for sooth'
Captain Smith and Pocahantas
Had a very mad affair
When her daddy tried to kill him
She said 'Daddy, o, don't you dare
He gives me fever with his kisses
Fever when he holds me tight
Fever, I'm his misses,
Oh daddy, won't you treat him right'
Now you've listened to my story
Here's the point that I have made
Cats were born to give chicks fever
Be it Fahrenheit or centigrade
We give you fever when we kiss you
Fever if you live and learn
Fever till you sizzle
What a lovely way to burn
What a lovely way to burn
What a lovely way to burn
2728
Never know how much I care
When you put your arms around me
I get a fever that's so hard to bear
You give me fever when you kiss me
Fever when you hold me tight
Fever in the morning
Fever all through the night.
Sun lights up the daytime
Moon lights up the night
I light up when you call my name
And you know I'm gonna treat you right
You give me fever when you kiss me
Fever when you hold me tight
Fever in the morning
Fever all through the night
Ev'rybody's got the fever
that is something you all know
Fever isn't such a new thing
Fever started long ago
Romeo loved Juliet
Juliet she felt the same
When he put his arms around her
He said 'Julie, baby, you're my flame
Thou giv-est fever when we kisseth
Fever with the flaming youth
Fever I'm on fire
Fever yea I burn for sooth'
Captain Smith and Pocahantas
Had a very mad affair
When her daddy tried to kill him
She said 'Daddy, o, don't you dare
He gives me fever with his kisses
Fever when he holds me tight
Fever, I'm his misses,
Oh daddy, won't you treat him right'
Now you've listened to my story
Here's the point that I have made
Cats were born to give chicks fever
Be it Fahrenheit or centigrade
We give you fever when we kiss you
Fever if you live and learn
Fever till you sizzle
What a lovely way to burn
What a lovely way to burn
What a lovely way to burn
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Ah, a eterna insatisfação....
Eu ando num momento muito bom na minha vida. Tudo se encaixa bem, não tenho do que reclamar de fato. Exceto que... eu sempre arrumo algo bobo pra me incomodar. A bola da vez é doutorado – grana – futuro.
Precisava juntar uma grana porque com o doutorado vão aparecer congressos, viagens e projetos que eu terei que ir. Só que eu também precisava estudar inglês e fazer o ielts, e meu reumato disse que, pra diminuir meus remédios e continuar bem, eu PRECISO fazer uma atividade física regularmente.
Ou “seje”, eu preciso gastar dinheiro e guardar dinheiro, mas com o doutorado eu acabei saindo de alguns dos meus vários empregos pra ter tempo pra estudar, então menos grana, mesmos gastos, mais gastos pro doutorado.
Como faz, produção?
2708
Precisava juntar uma grana porque com o doutorado vão aparecer congressos, viagens e projetos que eu terei que ir. Só que eu também precisava estudar inglês e fazer o ielts, e meu reumato disse que, pra diminuir meus remédios e continuar bem, eu PRECISO fazer uma atividade física regularmente.
Ou “seje”, eu preciso gastar dinheiro e guardar dinheiro, mas com o doutorado eu acabei saindo de alguns dos meus vários empregos pra ter tempo pra estudar, então menos grana, mesmos gastos, mais gastos pro doutorado.
Como faz, produção?
2708
domingo, 22 de janeiro de 2012
amigos?
- Acho que você considera mais pessoas amigas do
que eu. Eu mesma só tenho 03 amigos.
- Como assim?
- Ah, pra mim amigo é alguém com quem você saí sempre,
confia muito, conhece bem...”
Foi mais ou menos assim uma conversa que tive nessas férias.
Isso me levou a pensar então, o que diabos faz um amigo? Não sei se é inocência
da minha parte, mas pra mim, amigo é aquele com quem você se comunica com um
olhar, um arquear de sobrancelha. Aquele de quem você lembra comprando frutas
na quitanda, porque só ele gosta de anis estrelado, ou porque ele ou ela uma
vez te contou uma história engraçada sobre aquele legume. Alguém que riria da mesma piada que você, ou
profere as mesmas asneiras quando
assiste aquela novela, ou fica tentado a comprar cada coisa que te lembra
deles...
Sei lá, vai ver que eu super-estimo mesmo as pessoas e vou
promovendo à amigo quem eu não devia. Mas não consigo pensar em nada pra
classificá-los de forma diferente. Claro que tem dias que eles te dão no saco,
que eles te decepicionam, se decepcionam com você.Vai ver que é porque eu sou
de família italiana, onde brigas barulhentas desaparecem da sua memória num
piscar de olhos e parece que nada aconteceu, mas amigo bom é aquele com quem
você pode passar anos sem falar ou ver, e quando se encontram, parece que nada
mudou.
Já disse antes que eu venho ano a ano me preparando pra ver
cada vez menos meus amigos queridos. Comentei no chá de fraldas da Sabrina que
daqui -3 anos será engraçado ser a única “avulsa” e sem filhos da galera, que
eu vou destoar mais do que o usual. =/ C´est
La vie...
Com isso, aos poucos esse dispositivo “parece que foi ontem”
deverá ser cada vez mais ativado, sempre que eu aparecer nesses eventos. E que
venham as festas de 15 anos.
Mas continuo sem saber se eu to colocando “amizade” na conta
de quem não devia.
2705
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O ser feliz e o ser sozinho
Sempre que concordo, eu replico.
e dessa vez eu concordo "de com força"
PELO DIREITO DE SER FELIZ SOZINHO
“Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho.” E assim diz o mestre Tom Jobim numa das músicas mais conhecidas e cantadas da Bossa Nova brasileira. Eu até concordaria com o pensamento se não houvesse uma única palavra nele que me chamasse atenção para um detalhe maior. Por que é impossível ser feliz sozinho?
Hoje em dia se fala muito sobre relacionamentos e sobre as variações deles. Amor, sexo, paixões de uma noite só e livros de cabeceira contando histórias e mais histórias sobre isso tudo. Parece que a gente vive preso a um ciclo que se resume a nascer, estudar, trabalhar para poder ter recursos a fim de conseguir um casamento e constituir família. E assim roda o ciclo de uma visão mais tradicional (e um tanto antiquada) sobre a necessidade de relacionamentos estáveis na vida de alguém. A pressão da sociedade e o julgamento vêm na forma das perguntas dos familiares sobre as namoradinhas ou das amigas sobre o casamento depois de certa idade. A falta do status de algum tipo de relacionamento estável (principalmente o status de “casado”) se confunde com a falta de pleno sucesso na vida pessoal de alguém. Olhares de reprovação chegam de todas as direções e se escondem nos comentários velados de “coitada, ela é tão inteligente, mas não casou até hoje” e “ele é um partidão, mas deve ter algum problema porque ninguém o quer”.
Mesmo no contexto em que estamos de uma nossa revolução sexual, a visão arcaica da necessidade de uma vida a dois para se obter sucesso ainda se apresenta muito forte. Mas a tendência é que, no futuro, mais pessoas se tornarão solteiras bem sucedidas. A dedicação e o objetivo da vida de muitas dessas pessoas vai ser a carreira, o lazer, a cultura e todas as coisas que puderem aproveitar. É lógico que isso não exclui a possibilidade de relacionamentos, mas esse não vai ser mais o tal do “objetivo de vida” de alguém. Muita gente convive melhor com a solidão do que com outra pessoa. Solidão não é um problema, não é uma falta, muito menos uma causa patológica. Essa solidão que falo aqui é opcional e ressalta outras prioridades que surgem para milhares de pessoas que estão felizes e gostam de levar a vida desse jeito.
Então, eu deixo aqui um manifesto. Que ela possa ficar para titia e fazer dos sobrinhos os filhos que ela optou por não ter. Que ele possa ser um solteiro convicto que se dedica ao trabalho e se sente realizado assim. Que as namoradinhas das festas de família não precisem mais existir e que companhia seja opcional pra qualquer um. Que ela possa ir à festa do trabalho sozinho e se divertir com outras pessoas como ela. Que os presidentes não precisem de primeira-dama e que seja comum ser admirado por estar bem consigo mesmo. Que cessem as más impressões de que alguém é depressivo ou incompleto por estar sozinho. E que, mais do que nunca, a felicidade possa ser a única companhia necessária a alguém que optou por ela exclusivamente.
Daniel Oliveira
@danielbovolento
2962
e dessa vez eu concordo "de com força"
PELO DIREITO DE SER FELIZ SOZINHO
“Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho.” E assim diz o mestre Tom Jobim numa das músicas mais conhecidas e cantadas da Bossa Nova brasileira. Eu até concordaria com o pensamento se não houvesse uma única palavra nele que me chamasse atenção para um detalhe maior. Por que é impossível ser feliz sozinho?
Hoje em dia se fala muito sobre relacionamentos e sobre as variações deles. Amor, sexo, paixões de uma noite só e livros de cabeceira contando histórias e mais histórias sobre isso tudo. Parece que a gente vive preso a um ciclo que se resume a nascer, estudar, trabalhar para poder ter recursos a fim de conseguir um casamento e constituir família. E assim roda o ciclo de uma visão mais tradicional (e um tanto antiquada) sobre a necessidade de relacionamentos estáveis na vida de alguém. A pressão da sociedade e o julgamento vêm na forma das perguntas dos familiares sobre as namoradinhas ou das amigas sobre o casamento depois de certa idade. A falta do status de algum tipo de relacionamento estável (principalmente o status de “casado”) se confunde com a falta de pleno sucesso na vida pessoal de alguém. Olhares de reprovação chegam de todas as direções e se escondem nos comentários velados de “coitada, ela é tão inteligente, mas não casou até hoje” e “ele é um partidão, mas deve ter algum problema porque ninguém o quer”.
Mesmo no contexto em que estamos de uma nossa revolução sexual, a visão arcaica da necessidade de uma vida a dois para se obter sucesso ainda se apresenta muito forte. Mas a tendência é que, no futuro, mais pessoas se tornarão solteiras bem sucedidas. A dedicação e o objetivo da vida de muitas dessas pessoas vai ser a carreira, o lazer, a cultura e todas as coisas que puderem aproveitar. É lógico que isso não exclui a possibilidade de relacionamentos, mas esse não vai ser mais o tal do “objetivo de vida” de alguém. Muita gente convive melhor com a solidão do que com outra pessoa. Solidão não é um problema, não é uma falta, muito menos uma causa patológica. Essa solidão que falo aqui é opcional e ressalta outras prioridades que surgem para milhares de pessoas que estão felizes e gostam de levar a vida desse jeito.
Então, eu deixo aqui um manifesto. Que ela possa ficar para titia e fazer dos sobrinhos os filhos que ela optou por não ter. Que ele possa ser um solteiro convicto que se dedica ao trabalho e se sente realizado assim. Que as namoradinhas das festas de família não precisem mais existir e que companhia seja opcional pra qualquer um. Que ela possa ir à festa do trabalho sozinho e se divertir com outras pessoas como ela. Que os presidentes não precisem de primeira-dama e que seja comum ser admirado por estar bem consigo mesmo. Que cessem as más impressões de que alguém é depressivo ou incompleto por estar sozinho. E que, mais do que nunca, a felicidade possa ser a única companhia necessária a alguém que optou por ela exclusivamente.
Daniel Oliveira
@danielbovolento
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alheias
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Encruei ...
EDITADO
Acho que é isso, eu encruei. Não tenho mais saco pra saídas noturnas
em lugares de gosto duvidoso, não tenho vontade de conhecer gente nova e fazer
coisas divertidíssimas, não tenho mais paciência pra ter vida social.
Casa, trabalho, trabalho, casa e assim vai. Acho difícil porque uma
vida resumida a isso não faz muito sentido, afinal de que adianta ter dinheiro
se não vê razões para gastá-lo?
Enfim, pode ser só a TPM gritando, ou o ex-dente latejando, ou o fato
que eu realmente encruei me incomodando
2678
Encruar : Fig. Azedar o ánimo de.
Empatar, adiar (negociação que estava correndo).
Empatar, adiar (negociação que estava correndo).
p.s.: ah, as férias foram ótimas e o Pernambuco continua lindo
era mesmo só a TPM falando, hoje já estou ótima e tudo parece ótimo
que venha então 2012 e toda a loucura que ele promete
2688
sábado, 31 de dezembro de 2011
E 2011 acabou...
Esse ano começou com a minha montanha russa bem lá embaixo,
mas como dizem, do chão não passa. E não passou. Só tenho a agradecer todas as
coisas que aconteceram aqui, afinal em 12 meses eu saí de garota-desempregada-chorando-pelos-cantos-em-crise
pra doutoranda da UnB que precisou desistir de 1 dos 4 empregos pra poder
começar a brincadeira do doutorado.
Eu programei a postagem pra acontecer enquanto eu tiver bem
feliz (assim espero) pulando as ondinhas de Boa Viagem, então não terão números
misteriosos no final dessa postagem. Acontece que eu não queria encerrar o ano
sem registrar o meu muito obrigado as forças regentes (foda-se se você ta me
achando boba e/ou piegas. Não tenho vergonha de acreditar que alguma coisa
melhor que a merda do ser humano orquestra isso tudo aqui).
Seja pelas perdas (provavelmente necessárias) ou pelos
ganhos, eu agradeço tudo que aconteceu nesse ano tão bom de 2011. A meses venho
acreditando que todos os perrengues que passei no final de 2010 foram na
verdade as famosas “bênçãos disfarçadas”. Afinal, esse trupicão me empurrou de
volta pras terras de cá, onde me envolvi em novos projetos e conhece muita
gente boa no meu caminho. E, provavelmente me livrou de outras estruturas
viciadas que eu insistia em me manter.
Falando em gente boa, outro agradecimento fundamental é a
oportunidade de reconhecer as verdadeiras pessoas que se importam, ao menos um
pouco, com outras além delas. Foram tantas mãos estendidas pra me ajudar que,
no fim, aquelas pelas quais eu esperava e não foram oferecidas nem fizeram
falta. Sabe aquelas pessoas que os “amigos” (aqui fundamentalmente entre aspas)
metiam o pau chamando de falso, egoísta e o escambal? Pois é, na hora do vamos
ver esse falsos foram os que tiveram junto e ajudaram a colar alguns caquinhos.
Os tais amigos donos da razão e do poder de organizar o universo, aqueles que
incentivavam a inimizade e a arrogância, sumiram. Foram tomar um café, como bem
disse o Ed outro dia.
Então obrigado aos que foram, aos que voltaram e aos que
surgiram nesse caminho tão bom de 2011. Se eu tivesse um desejo a ser atendido,
eu reiteraria o pedido pra transformarem a montanha russa da minha vida em uma
roda gigante na subida, lenta e panorâmica (embora eu fique muito tentada a
pedir mesmo a mega-sena da virada).
Um beijo pra quem fica.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
notas perdidas...
esse texto aí embaixo, me fez lembrar um texto que escrevi quando tava trabalhando pra Melissa. Como tudo nessa campanha tinha a proposta de ser pessoal, eu acabei escrevendo a nota e publicando no facebook. Agora resolvi publicar de novo aqui. Mesmo sendo meu, ele vai em itálico:
Eu ia arregar e não ia publicar esse texto aí embaixo (foi escrito na afoita e comentada onda melosa) porque eu faço idéia do que vocês vão comentar, mas enfim, eu nunca fui de correr.
Eu ia arregar e não ia publicar esse texto aí embaixo (foi escrito na afoita e comentada onda melosa) porque eu faço idéia do que vocês vão comentar, mas enfim, eu nunca fui de correr.
e se vcs apelarem eu sei no mínimo um podrinho de cada um pra devolver, heim
=P
Procura-se um sapo com potencial de príncipe.
Provido de inteligência e bom humor, pra entender minhas piadas.
Capaz de rir de si mesmo e de me fazer rir, nem que seja aquele sorriso bobo que a gente sempre tem quando vê um filhote no chão ou um bebezinho fazendo gracinhas.
Disposto: a ter paciência com minhas neuras e ironias, a sair de casa pra se divertir, a ficar em casa pra nada-fazer, a me arrancar de casa quando eu só penso em trabalho. Tá aí, bem disposto a me fazer esquecer o trabalho é uma característica fundamental.
Que me acompanhe, seja no programa mais divertido, seja no enterro do cachorro da tia avó do meu primo (vulgo a “rôbada” do ano)
que saiba ser simpático e ache um charme a minha antipatia.
Que adore pelo menos metade das séries que eu amo (porque pedir que ame as 16 seria exigir muito de um sapo) e que não se importe que eu gosto de filmes de ação do Vin Diesel (sim eu gosto de filmes de ação) e me derreta por todas as mais bobas e previsíveis comédias românticas do mundo.
p.s.: no momento, não estamos trabalhando com isentos do imposto de renda. Afinal, eu tenho gostos caros
.08/07/11

Afinal, o que é isso?
“você ta adiando de novo sua vida pessoal”
Ouvi isso hoje em uma conversa com a Amanda sobre os últimos
acontecimentos. Não sei bem, mas me pareceu coisa de conversa encomendada. Tipo
mãe quando não entende porque você prefere ir à um show de rock debaixo de
chuva ao invés de fazer, sei lá, escova no cabelo.
Não entendam mal, não to criticando a Amanda (que se tiver
lendo isso aqui vai entender. Afinal, tantos anos de papos intermináveis
servem pra entender essas coisas) Essa colocação só me fez pensar em como cada
um entende “vida pessoal” de um jeito. Penso que a maioria a vê como uma instância separada, como se ainda pudéssemos
compartimentar nossas personalidades em papéis bem delineados.
Não que eu seja exemplo, mas não vejo como entrar no doutorado
vai interromper uma parte da minha vida. Digo isso porque todas as partes da
minha vida são interconectadas e tem fronteiras muito, muito, tênues. As vezes
invisíveis até. Meus amigos vem quase todos do mesmo “lugar de fala”. Todo
mundo vem de relações que envolvem o que muitos categorizam como ”vida
profissional” . Meus amigos vem todos de relações com coisas que eu
gosto de fazer e, normalmente, faço bem.
Todos são colegas de escola, de dança, de faculdade, de trabalho. Só de
ex-alunos tem pelo menos uma dúzia dos quais não abro mão (brinco que fui
promovida à amiga). Minhas relações se constroem do cotidiano, do conversar
sobre a novela, de discutir que personagem de TBBT se parece com quem, de
discussões intermináveis sobre a digestão zumbi. Talvez não seja tão nobre, ou
nada excitante, mas é assim que tem sido nos últimos 30 anos. Embora muitos
duvidem, eu gosto de ser assim, de que aconteça assim. Como eu não acredito em
estado permanente de graça, me arrisco a dizer que sou feliz a maior parte do
tempo (exceto quando eu passo a manhã inteire me perguntando como eu fui gastar
tanto esse mês ou o mês passado)
Não sou burra, sei que o que a Amanda tava falando é de um
aspecto da minha vida de pouco movimento. Sei que tem coisas que meio que “não
andam” comigo, mas também não sei bem o que fazer pra gerar esse “movimento”.
Até lá, tento fazer com que essa paralisia não afete todas as outras coisas que
eu faço andar e, sobretudo, sei fazer andar. Não abro mão do movimento desse
setor, mas também não vou me conformar com uma vidinha mediana, com alguém
mais-ou-menos, só pra fingir que tenho a tal da “vida
pessoal”. (Antes que alguém ache que é uma indireta sei lá por que
motivo, não é. O que é medíocre pra mim pode ser o auge da vida de alguém.
Obviamente o que eu acho fantástico pode ser uma tremenda perda de tempo na
visão de você que tá lendo isso agora e mandando eu me lascar)
Resumindo, sempre que eu puder eu vou sim andar mais um degrauzinho nessa vida
profissional, pra alguns tão isolada do resto, tão independente. Se tudo der
certo eu vou sim passar os próximos quatro anos estudando RPG on line e vou
colecionar meus diplominhas de doutorado, pós doutorado, fazer intercambio,
doutorado-sanduiche, quem sabe até estudar no M.I.T (pra ser nerd de alto
nível). E quero sim poder trabalhar num lugar só, ter dinheiro pra ir a Europa pelo
menos a cada 03 anos, poder trocar de carro e comprar bobagens pra decorar
minha casa, publicar um livro e conhecer gente inteligente, gente burra, gente
bonita e gente feia por esse caminho. Se for acompanhada por um cara
inteligente, que ria das minhas piadas e que, além disso tudo, também me faça
rir, melhor ainda. Se ele não existe, tudo bem também, eu continuo me
divertindo com o que eu leio, em brincar com meu cachorro, em conversar com
meus amigos (os de verdade, porque os passageiros a gente deixa passar),
comprar enlouquecidamente e tentando sempre pensar mais rápido que meu
interlocutor.
Sei que é uma coisa meio nextel, mas de fato essa é
minha vida, esse é meu clube
Se você não concorda, só não faça igual, mas me deixe fazer
do meu jeito, escolher o que me satisfaz, mesmo que você não entenda.
=D
2655
p.s.: Por via da dúvidas, Amanda, nossa conversa só motivou
o pensamento. Se tivéssemos mais tempo, esse seria um daqueles nossos longos
papos dos quais sentimos tanta falta. Não entenda nada torto, ou nada “pra você”.
São só pensamentos soltos mesmo, uma idéia que se junta a outras.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
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