quarta-feira, 18 de julho de 2012

bem-quereres


Hoje eu acordei cheia dos “quereres”. Dos bons e dos ruins.

Acordei querendo estar onde eu não estou, querendo ir num piscar de olhos onde a saudade mandar, onde os amigos queridos chamarem. Não sou de ter inimigos, só coloco na caixinha dos esquecidos uma meia dúzia e queria muito que todos encontrassem o amor da sua vida e que ele/ela fosse lindo, rico e norueguês (ou escandinavo) e os levasse pra lá.

Acordei querendo decidir minha vida sem ter que me preocupar com o salário que preciso pra sustentá-la. Querendo que meus sonhos se realizem e, embora nem sempre pareça, meus sonhos são bobos, frágeis e realisáveis.

Não sei se vou, se fico ou se me jogo.
Só sei que por aqui não tenha mais espaço.

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

achei tão lindinha

essa música.
orações assim parecem ir mais longe



I al-most ga-ve up but a 
power that I can't explain
Fell from heaven, like a shower now.
(When I think how much better I'm gonna be when this is over)


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domingo, 10 de junho de 2012

mergulhe...




Wetsuit

If at some point we all succumb
For goodness sake let us be young
Cuz time gets harder to outrun
And I'm nobody, I'm not done
With a cool cool breeze and dirty knees
I rest on childhood memories
We all got old at breakneck speed
Slow it down, go easy on me
Go easy on me

Put a wetsuit on, come on, come on
Grow your hair out long, come on, come
Put a t-shirt on
Do me wrong, do me wrong, do me wrong

If it's up and after you
What do you suppose that you would do?
You're all whacked out from lack of sleep
You blame it on the friends you keep
You want to do things differently
And do them independently
We all got old at breakneck speed
Slow it down, go easy on me
Go easy on me

Put a wetsuit on, come on, come on
Grow your hair out long, come on, come
Put a t-shirt on
Do me wrong, do me wrong, do me wrong
Put a wetsuit on, come on, come on
Grow your hair out long, come on, come
Put a t-shirt on
Do me wrong, do me wrong, do me wrong

Does holy water make you pure?
Submerged your vision's just obscured
You're a lot like me
In up to our knees
In over your chest is way too deep

Put a wetsuit on, come on, come on
Grow your hair out long, come on, come
Put a t-shirt on
Do me wrong, do me wrong, do me wrong
Put a wetsuit on, come on, come on
Grow your hair out long, come on, come
Put a t-shirt on
Do me wrong, do me wrong, do me wrong

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Texto aleatório de uma mente sem rancores...



Eu gosto de escrever, gosto de escrever o que sinto, gosto de manter por perto quem eu gosto e esse “quem eu gosto” nunca será uma conta fechada. Geralmente eu amplio o número de pessoas que eu gosto, dificilmente alguém migra de um grupo pro outro dentro dos meus afetos. Acontece que ultimamente eu ando me entristecendo com o comportamento de gente que “mudou de caixinha”

Poxa, todo mundo tem o direito de não gostar mais de ser meu amigo, da minha companhia, pode parar de achar graça das minhas bobagens. Isso é saudável, tudo tem um prazo de validade e fidelidade, aquela lealdade de filmes sobre amizade, não é prerrogativa de todos, só dos eternos (e esse eu tenho um tanto bom, viu?). Agora o que não pode é o dedo na ferida, a implicância gratuita, a piada velada. Isso eu reservo pros que desde sempre ficaram na caixinha do “não gosto, logo não existe”. Se a criatura não te quer por perto, também não fale de você, não tente envenenar relações. Assim, além de te mudar de caixinha, você me obriga a alimentar um misto de rancor e pena que eu não quero que cresça. Só que sentimento ruim é igual musgo, poucas gotas e muita umidade são suficientes para que ele se alastre. Não queira isso de mim.

E eu tenho um puta anjo da guarda, isso é público e notório, além de histórico. Por mais que me taxem disso e daquilo, eu sempre tenho gente nova na minha vida que refresca minhas certezas mesmo que abalando as danadas vez por outra. Coloquei isso no face outro dia e ganhou altos níveis de popularidade:
 ”tem gente que requenta amigo perdido, eu faço novos e requento os eternos

E em conta que cresce exponencialmente, o erro não pode estar comigo. E se estiver, me deixe aqui quietinha errando com as minhas bobagens e vá cuidar da sua vidinha, dos seus problemas, dos seus amigos... esses últimos a gente pode até dividir, não exijo nada além de respeito. Só, assim simplinho mesmo.

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sábado, 26 de maio de 2012

E passou...

Hoje fazem 2 semanas que o turbilhão passou.
Minha avó se foi em pleno dia das mães.
Eu poderia falar dela ou de como todo o sofrimento dela acabou, mas mesmo 2 semanas depois, só consigo pensar em quão estranho foi ver meu pai estremecer.
Tão frágil, tão trêmulo que só conseguia perguntar onde a minha mãe estava depois que o telefone tocou com a notícia.
As vezes a gente subestima a importância que uma mãe tem, ou um pai. Esse deve ser um momento que ninguém gosta de lembrar, de sentir, de viver.
Foi estranho, foi difícil, mas aos poucos as coisas vão voltando pro seu lugar.


Desmanchamos o quarto dela e trouxemos as coisas do meu escritório pra cá.
As coisas dela ainda estão aos poucos sendo separadas: o que vai, o que fica, o que não serve pra ninguém.
A ficha cai aos pouquinhos, uma coisa de cada vez, cada tempo a seu tempo.


Como diria Guimarães Rosa, dona avó ficou encantada. "Porque a gente não morre, fica encantado!"
A morte, talvez o maior sentido de nossa vida, é mestra e niveladora das coisas reais e importantes para todos nós. O idoso, por sua proximidade, tem o privilégio e a oportunidade de aprender e nos ensinar os verdadeiros sentidos de nossas vidas!



“Já não preciso de rir.
Os dedos longos do medo
largaram minha fronte.
E as vagas do sofrimento me arrastaram
para o centro do remoinho da grande força,
que agora flui, feroz, dentro e fora de mim…
Já não tenho medo de escalar os cimos
onde o ar limpo e fino pesa para fora,
e nem deixar escorrer a força de dos meus músculos,
e deitar-me na lama, o pensamento opiado…
Deixo que o inevitável dance, ao meu redor,
a dança das espadas de todos os momentos.
e deveria rir , se me retasse o riso,
das tormentas que poupam as furnas da minha alma,
dos desastres que erraram o alvo do meu corpo…”
João Guimarães Rosa

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sábado, 12 de maio de 2012

glee...

... pra passar a dor de cabeça hoje, resolvi assistir glee.
e foi muito engraçado ver um irmão cantando pro outro essa música.
não vou dizer que não pensei exatamente nessa coisa (uma coisa de sis-to-sis) com essa música.

mas como a letras diz...
"somebody that I used to know..."



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domingo, 6 de maio de 2012

sr. principe encantado,

se o senhor foi ao bananada, peço desculpas pelo bolo.
definitivamente não tenho energias pra me montar e ir bananar

grata pela compreensão,
nos vemos em breve

att
me

2913

quinta-feira, 3 de maio de 2012

o tal "doutor"...



escrito durante uma aula do doutorado, me deparando com a discrepância geral da imagem que eu tinha do que deveria ser um doutor e a realidade que me inclui...

Quando eu era criança e planejava a minha vida acadêmica (sim, eu fazia isso e sim, tá tudo dentro do cronograma) eu imaginava um doutor idealizado. Inteligente, culto, falando e lendo várias línguas, com idéias inovadoras, esse doutor da minha imaginação pueril assustadoramente não tem muito de mim nesse momento doutoranda.

De novo te confrontam com a sua mediocridade e com o fato de que essa "coosa"  doutor-cientista non-excziste. E é muito triste, pq eu fico aqui colocando na balança concurso-doutorado no exterior; congressos - roupas novas; livro- cabeleireiro. Parece que, pra ser a doutora que eu sempre quis, eu preciso de muito mais tempo e o mesmo dinheiro, de preferência mais dinheiro também.

Frustrante...

Quero antes dos 40 ter morado "no estrangeiro", escrito um livro e feito as unhas toda semana por mais de 6 meses seguidos.

Fico na dúvida se a pergunta é ”será que consigo?” ou ”será que preciso?”
difícil, né?

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quarta-feira, 4 de abril de 2012

aula sobre como as coisas funcionam aqui...

então,
não sei se quem lê isso sabe, mas eu tenho acesso ao seu endereço de ip toda vez que vc entra aqui pra tentar ver o que você perdeu do filme, saca? Então é meio estranho tentar stalkear minha vida por aqui porque o princípio de ser stalkear é fazer sem que a vítima saiba (e eu digo isso pq sou mto boa nessa função)

Eu ia deixar quieto, continuar no meu processo de me tornar uma pessoa melhor e tals, mas é sempre bom lembrar que quer vocês aceitem isso ou não, de boba eu não tenho nada. Infelizmente essas visitas constantes me desanimam de escrever aqui, me sinto invadida, é como se entrassem na minha casa sem convite.
então, amores, podem continuar passando que não vou dar munição pra intriga alheia.

pior que sentir raiva é sentir pena.
mto triste, muito mesmo.

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